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Coronavírus (COVID-19) Tudo sobre a pandemia. Discuta aqui:

  • Tópico criado por: JoaoMB
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    Coronavírus (COVID-19) Tudo sobre a pandemia. Discuta aqui:

    Operadora
    Postado em: 21/02/2021 às 12:57
    Autor: josecr Offline

    https://odia.ig.com.br/brasil/2021/02/6089807-sem-contrato-entre-fiocruz-e-astrazeneca-producao-da-vacina-da-covid-no-brasil-esta-prejudicada.html

  • aapc01

    Coronavírus (COVID-19) Tudo sobre a pandemia. Discuta aqui:

    Operadora
    Postado em: 27/02/2021 às 15:51
    Autor: aapc01 Offline

    assim como vacina, que é um tratamento preventivo/precoce, segue o exemplo da cidade de Búzios, que estão de parabéns, por seguir modelo de sucesso nos países onde o índice de internação/uti são muito menores.

    Clique aqui

  • aapc01

    Coronavírus (COVID-19) Tudo sobre a pandemia. Discuta aqui:

    Operadora
    Postado em: 27/02/2021 às 22:43
    Autor: aapc01 Offline

    interessante

    utilização da rede UTI SUS desde 2009

    se eu entendi bem... bom deixa para lá

    espero que os números sejam reais.


    Clique aqui

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    Coronavírus (COVID-19) Tudo sobre a pandemia. Discuta aqui:

    Operadora
    Postado em: 01/03/2021 às 11:00
    Autor: jimenes Offline

    Em 27/02/2021, aapc01 escreveu:

    interessante

    utilização da rede UTI SUS desde 2009

    se eu entendi bem... bom deixa para lá

    espero que os números sejam reais.


    Clique aqui


    Hummm, bem estranho.

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    Coronavírus (COVID-19) Tudo sobre a pandemia. Discuta aqui:

    Operadora
    Postado em: 04/03/2021 às 20:45
    Autor: r2reis Offline

    Em carta à CBF, Ministério Público deve pedir a paralisação do futebol no país
    Medida tem a finalidade de conter o avanço da Covid-19 no Brasil
    POR O DIA
    Publicado 04/03/2021 19:13 | Atualizado 04/03/2021 19:14
    João Pessoa - Por conta do crescente número de mortes e infectados pela Covid-19 no Brasil, o Ministério Público vai recomendar à CBF a suspensão de todas as partidas de futebol no país. Segundo o Ge.com, a carta deve ser assinada por presidentes das comissões estaduais que tratam sobre segurança nos estádios. Valberto Lira, presidente da Comissão Nacional, da Paraíba falou sobre o assunto.
    Thank you for watching

    Renato Gaúcho rebate desabafo de Lisca sobre pandemia
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    "A Comissão Nacional decidiu emitir uma nota técnica recomendando à CBF a suspensão de toda e qualquer competição por ela organizada, em face da situação que hoje o Brasil atravessa, com o crescente número de pessoas falecidas e contaminadas", disse Valberto, antes de complementar:

    "Todos os colegas que integram a comissão entendem que se não houver o acatamento dessa recomendação, serão ajuizadas ações em todos os estados. Vivemos uma situação que preocupa a todos e esses deslocamentos de equipes de um estado para outro trará mais possibilidade de contágio", emendou.

    Valberto já havia se posicionado anteriormente contra a realização das partidas na Paraíba. No ofício, que será enviado à CBF, o dirigente recomendou que a partida entre Treze e Altos, que seria realizada neste sábado, pela Copa do Nordeste, seja cancelada. Assim também será feito para o jogo entre Campinense x Bahia, da próxima terça-feira.

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    Coronavírus (COVID-19) Tudo sobre a pandemia. Discuta aqui:

    Operadora
    Postado em: 05/03/2021 às 13:03
    Autor: Phoenix60 Offline

    Em 04/03/2021, r2reis escreveu:
    Em carta à CBF, Ministério Público deve pedir a paralisação do futebol no país



    Deviam impedir logo as pessoas de viver e trabalhar... Coloca toda a populacao num curral logo (na marra, claro, como tem sido feito ate agora) e deixa eles la pastando e bebendo agua da chuva.

    Pelo menos deixariam claro de uma vez que as pessoas nao tem a menor liberdade para decidirem os seus proprios destinos.



    .

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    Coronavírus (COVID-19) Tudo sobre a pandemia. Discuta aqui:

    Operadora
    Postado em: 09/03/2021 às 20:53
    Autor: juca.mora Offline

    Acho que todos tem direito a ter liberdade para escolher seus próprios destinos no limite em que coloca os outros em perigo.
    Tua liberdade termina qdo vc interfere na segurança do outro.
    Não quer viver em sociedade tem a liberdade de viver isolado ou junto com outros que pensam da mesma maneira de forma isolada da sociedade.

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    Coronavírus (COVID-19) Tudo sobre a pandemia. Discuta aqui:

    Operadora
    Postado em: 18/03/2021 às 20:25
    Autor: r2reis Offline

    Repórter da CNN chora ao falar sobre a morte de Major Olímpio
    Jornalista se emocionou ao ler a nota do Congresso decretando luto

    POR IG
    Publicado 18/03/2021 18:29
    Durante a cobertura da CNN sobre a notícia de que o senador Major Olímpio morreu em decorrência da Covid-19 , a jornalista Raquel Vargas se emocionou ao entrar o vivo diretamente do Senado.

    Thank you for watching

    A repórter falou sobre a decisão de decretar luto por conta da morte do militar e, ao começar a ler a nota oficial, teve que respirar fundo para não chorar.

    "Nós da imprensa fomos pegos de surpresa pela notícia da morte do senador Major Olímpio. Ele, um senador de 58 anos, conhecido pela sua forma física, forte, sempre muito acessível aos jornalistas, o clima aqui é de consternação", disse ela.

    "Todos os senadores com quem a gente tenta falar estão nesse clima de muita tristeza e o Congresso decretou luto oficial de 24 horas, vou ler para vocês... tentar ler, a nota do Congresso aqui. Ai, tá difícil...pera aí", disse, respirando fundo, visivelmente emocionada, antes de ler o texto
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    Após Raquel ler a nota, a âncora Gloria Vanique comentou a emoção da repórter. "A gente tá vendo, Raquel, a gente entende perfeitamente a situação", comentou.

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    Coronavírus (COVID-19) Tudo sobre a pandemia. Discuta aqui:

    Operadora
    Postado em: 19/03/2021 às 15:41
    Autor: Phoenix60 Offline

    Em 09/03/2021, juca.mora escreveu:
    Acho que todos tem direito a ter liberdade para escolher seus próprios destinos no limite em que coloca os outros em perigo.

    Tua liberdade termina qdo vc interfere na segurança do outro.



    O problema, Juca, é que lockdown e restricoes nao resolve NADA! As pessoas tem que entender que isso serve apenas para ADIAR a morte de quem vai morrer. Ou seja, as opcoes sao apenas "morrer muita gente de uma vez, em pouco tempo", e "morrer pouca gente, aos pouquinhos, porem atraves de uma grande quantidade de tempo".

    No maximo, em certos casos, serve para impedir que uma quantidade muito grande de pessoas com sintomas graves fique doente ao mesmo tempo, para colapsar os hospitais.

    Porem, no final da pandemia, o numero total de mortos será +/- o mesmo, nao importa a opcao escolhida.

    Cada um deveria ser livre para decidir se prefere se arriscar ou nao. E quem tem medo do virus, que se tranque em casa dentro de uma banheira de alcool gel. Mas que nao proíba todos, quem quer (ou precisa) sair e trabalhar, ou mesmo meramente de divertir, de faze-lo.

    Estao destruindo as vidas de 210 MILHOES de pessoas (no caso do Brasil), "meramente" por causa de alguns milhares. Porque com sou sem lockdown, todos sabemos desde o inicio que de 0.15 a 0.25% da populacao vai morrer por conta do Covid (cerca de 400 a 600 mil pessoas. A unica diferença é se a gente quer resolver isso logo de uma vez, ou ficar arrastando essa situacao por 2, 3 anos...



    .

  • kellisonbl

    Coronavírus (COVID-19) Tudo sobre a pandemia. Discuta aqui:

    Operadora
    Postado em: 19/03/2021 às 17:39
    Autor: kellisonbl Offline

    Em 19/03/2021, Phoenix60 escreveu:

    Em 09/03/2021, juca.mora escreveu:
    Acho que todos tem direito a ter liberdade para escolher seus próprios destinos no limite em que coloca os outros em perigo.

    Tua liberdade termina qdo vc interfere na segurança do outro.



    O problema, Juca, é que lockdown e restricoes nao resolve NADA! As pessoas tem que entender que isso serve apenas para ADIAR a morte de quem vai morrer. Ou seja, as opcoes sao apenas "morrer muita gente de uma vez, em pouco tempo", e "morrer pouca gente, aos pouquinhos, porem atraves de uma grande quantidade de tempo".

    No maximo, em certos casos, serve para impedir que uma quantidade muito grande de pessoas com sintomas graves fique doente ao mesmo tempo, para colapsar os hospitais.

    Porem, no final da pandemia, o numero total de mortos será +/- o mesmo, nao importa a opcao escolhida.

    Cada um deveria ser livre para decidir se prefere se arriscar ou nao. E quem tem medo do virus, que se tranque em casa dentro de uma banheira de alcool gel. Mas que nao proíba todos, quem quer (ou precisa) sair e trabalhar, ou mesmo meramente de divertir, de faze-lo.

    Estao destruindo as vidas de 210 MILHOES de pessoas (no caso do Brasil), "meramente" por causa de alguns milhares. Porque com sou sem lockdown, todos sabemos desde o inicio que de 0.15 a 0.25% da populacao vai morrer por conta do Covid (cerca de 400 a 600 mil pessoas. A unica diferença é se a gente quer resolver isso logo de uma vez, ou ficar arrastando essa situacao por 2, 3 anos...



    .


    "Estao destruindo as vidas de 210 MILHOES de pessoas (no caso do Brasil), "meramente" por causa de alguns milhares." texto em itálico

    É por isso que eu vou educar bem meus filhos, "Phoenix60"...
    ... para que eles não sejam igual a você. Deus me livre disso!!!

  • aapc01

    Coronavírus (COVID-19) Tudo sobre a pandemia. Discuta aqui:

    Operadora
    Postado em: 19/03/2021 às 19:49
    Autor: aapc01 Offline

    Em 19/03/2021, kellisonbl escreveu:

    Em 19/03/2021, Phoenix60 escreveu:

    Em 09/03/2021, juca.mora escreveu:
    Acho que todos tem direito a ter liberdade para escolher seus próprios destinos no limite em que coloca os outros em perigo.

    Tua liberdade termina qdo vc interfere na segurança do outro.



    O problema, Juca, é que lockdown e restricoes nao resolve NADA! As pessoas tem que entender que isso serve apenas para ADIAR a morte de quem vai morrer. Ou seja, as opcoes sao apenas "morrer muita gente de uma vez, em pouco tempo", e "morrer pouca gente, aos pouquinhos, porem atraves de uma grande quantidade de tempo".

    No maximo, em certos casos, serve para impedir que uma quantidade muito grande de pessoas com sintomas graves fique doente ao mesmo tempo, para colapsar os hospitais.

    Porem, no final da pandemia, o numero total de mortos será +/- o mesmo, nao importa a opcao escolhida.

    Cada um deveria ser livre para decidir se prefere se arriscar ou nao. E quem tem medo do virus, que se tranque em casa dentro de uma banheira de alcool gel. Mas que nao proíba todos, quem quer (ou precisa) sair e trabalhar, ou mesmo meramente de divertir, de faze-lo.

    Estao destruindo as vidas de 210 MILHOES de pessoas (no caso do Brasil), "meramente" por causa de alguns milhares. Porque com sou sem lockdown, todos sabemos desde o inicio que de 0.15 a 0.25% da populacao vai morrer por conta do Covid (cerca de 400 a 600 mil pessoas. A unica diferença é se a gente quer resolver isso logo de uma vez, ou ficar arrastando essa situacao por 2, 3 anos...



    .


    "Estao destruindo as vidas de 210 MILHOES de pessoas (no caso do Brasil), "meramente" por causa de alguns milhares." texto em itálico

    É por isso que eu vou educar bem meus filhos, "Phoenix60"...
    ... para que eles não sejam igual a você. Deus me livre disso!!!


    passando aqui, lembrei de uma participante daqui do TVM que agiu dessa forma deselegante comigo quando da copa feita no brasil

    eu reclamava que o país precisando de tanto e estavam gastando bilhões com a copa e olimpíadas e apareceu uma pessoa, elegantemente falando que eu era "vendido", com "síndrome de vira lata" e que eu era "torpe por torcer contra o país"

    se não me engano gastaram algo por volta de 40 bi...

    isso daria quanto em hospitais?

    que aliás o bandido disse na época que não acreditava quem falava em hospitais que eram pessoas "pequenas"... agora ele virou o salvador da pátria

    menos pessoal, bem menos.

    resumindo, não tem dinheiro para reformar o banheiro e parar o vazamento mas faz uma churrasqueira... quando explode o cano a culpa é do encanador que avisou...isso foi a insensatez das péssimas copa e olimpíadas (não estou falando dos atletas)

    ainda bem que eu eduquei meu filho para perceber as coisas erradas do país, de antes e de agora.

    ah, deixando claro, na época desses malditos eventos, nossas UTIs e hospitais já estavam lotados com pessoas, pobres, morrendo nos corredores. o SUS já estava impossibilitado de atender aos doentes que morriam após esperar anos por consultas, internações, operações...

    isso eduquei meu filho a ver também... o quanto fizeram mal todos os governos anteriores ao atual, que não fizeram nada pela saúde. o atual não ajuda mas destinou bilhões aos estados que estão quebrando todas as cidades. na minha região Aparecida e Guaratinguetá, estão literalmente quebradas, por "loucodown" e oportunismo político, desde longe

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    Coronavírus (COVID-19) Tudo sobre a pandemia. Discuta aqui:

    Operadora
    Postado em: 20/03/2021 às 10:03
    Autor: josecr Offline

    meramente?

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    Coronavírus (COVID-19) Tudo sobre a pandemia. Discuta aqui:

    Operadora
    Postado em: 23/03/2021 às 12:48
    Autor: josecr Offline

    https://g1.globo.com/bemestar/coronavirus/noticia/2021/03/23/coronavirus-chefes-de-utis-ligam-kit-covid-a-maior-risco-de-morte-no-brasil.ghtml

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    Coronavírus (COVID-19) Tudo sobre a pandemia. Discuta aqui:

    Operadora
    Postado em: 26/03/2021 às 21:54
    Autor: r2reis Offline

    Sem conseguir vaga em UTI, o radialista e advogado José Carlos Cataldi morre de Covid-19 em São Paulo
    Por Ana Cláudia Guimarães

    26/03/2021  19:16

    O jornalista, radialista e advogado José Carlos Cataldi, de 67 anos, acaba de falecer. Ele foi diagnosticado com Covid-19 e estava internado em um pronto socorro de Pindamonhangaba, São Paulo. José Carlos era diabético. Ele não conseguiu vaga de UTI na Santa Casa de Pindamonhangaba, que está superlotada.

    Clique aqui

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    Coronavírus (COVID-19) Tudo sobre a pandemia. Discuta aqui:

    Operadora
    Postado em: 27/03/2021 às 19:36
    Autor: r2reis Offline

    Morre aos 73 anos o jornalista esportivo Paulo Stein, por complicações da Covid-19
    Ele estava internado deste a última quarta-feira

    POR O DIA
    Publicado 27/03/2021 14:57
    Rio - O jornalista esportivo Paulo Stein morreu nesta sábado, aos 73 anos, por complicações do novo coronavírus. Na última quarta-feira, ele recorreu ao Hospital Rocha Maia, em Botafogo, onde foi diagnosticado com síndrome respiratória e transferido para o Hospital Estadual Anchieta, Zona Portuário do Rio.

    A Acerj lamenta informar que morreu neste sábado, dia 27, o jornalista Paulo Stein, 73 anos, por complicações da Covid-19, no hospital Anchieta, no Caju. Referência do jornalismo esportivo, Paulo Stein será cremado no Caju na tarde deste domingo, na presença apenas da família

    Referência do jornalismo esportivo, foi durante muitos anos narrador e comentarista da TV Manchete, Sport TV entre outra emissoras e colunista de futebol de jornais. O comunicador deixa a filha jornalista Natasha Stein e a esposa Viviane Stein.

    Clique aqui

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    Coronavírus (COVID-19) Tudo sobre a pandemia. Discuta aqui:

    Operadora
    Postado em: 31/03/2021 às 14:59
    Autor: josecr Offline

    Governo Bolsonaro pagou influenciadores por propaganda de "atendimento precoce"
    Secretaria de Comunicação e Ministério da Saúde gastaram mais de R$ 1,3 milhão em ações de marketing com influenciadores digitais sobre a pandemia; pagamento por propaganda era de R$ 23 mil
    Por Agência Pública | | Texto: Giovana Fleck, Laís Martins | Infográficos: Larissa Fernandes | 31/03/2021 12:37

    Agência Pública

    Influenciadores digitais receberam R$ 23 mil do governo Bolsonaro para propagandear "atendimento precoce" contra Covid-19
    Texto: Giovana Fleck, Laís Martins | Infográficos: Larissa Fernandes
    Influenciadores digitais receberam R$ 23 mil do governo Bolsonaro para propagandear "atendimento precoce" contra Covid-19
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    Mais de R$1,3 milhão dos cofres do governo federal foram utilizados para pagar ações de marketing com influenciadores sobre a Covid-19 . O valor foi investido pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Comunicação (Secom) e inclui R$85,9 mil destinados ao cachê de 19 "famosos" contratados para divulgar estas campanhas em suas redes sociais.

    Em janeiro deste ano, a Secom contratou quatro influenciadores, que receberam um montante de R$23 mil para falar sobre "atendimento precoce". A verba saiu de um investimento total de R$19,9 milhões da campanha publicitária denominada Cuidados Precoce COVID-19.

    A ex-BBB Flávia Viana recebeu, sozinha, R$11,5 mil, segundo os documentos obtidos.

    No roteiro da ação, obtido pela Agência Pública através de um pedido via Lei de Acesso à Informação (LAI), a Secom orientava a ex-BBB Viana e os influenciadores João Zoli (747 mil seguidores), Jéssika Taynara (309 mil seguidores) e Pam Puertas (151 mil seguidores) a fazer um post no feed e seis stories - todos no Instagram - dizendo para os seguidores que, caso sentissem sintomas da Covid, era "importante que você procure imediatamente um médico e solicite um atendimento precoce".

    Viana, que fez o seu post em 14 de janeiro, enquanto Manaus vivia o auge do colapso na rede hospitalar, recebeu quase 33 mil likes. Pam Puertas e Jessika Taynara fizeram seus posts nos dias 12 e 13 de janeiro, respectivamente, e a reportagem não encontrou no feed de João Zoli a postagem publicitária. A Agência Pública entrou em contato com os quatro influenciadores, porém não recebeu resposta até o fechamento desta reportagem.


    De acordo com os documentos obtidos pela Pública, a ex-BBB Flávia Viana recebeu R$11,5 para ação de marketing Cuidados Precoce COVID-19
    No texto-guia, ou briefing , desta ação, os quatro influenciadores foram orientados a posar de maneiras diferentes, alguns com a máscara no rosto e álcool gel na mão, outros lavando a mão. O texto pelo qual os influenciadores deveriam se guiar para fazer seus posts dizia: "Hoje quero falar de um assunto importante, quero reforçar algumas formas de se prevenir do coronavírus. Vamos nos informar e buscar orientações em fontes confiáveis. Não vamos dar espaços para fake news. Com saúde não se brinca. Fiquem atentos! E se identificar algum sintoma como dor de cabeça, febre, tosse, cansaço, perda de olfato ou paladar, #NãoEspere, procure um médico e solicite um atendimento precoce". O texto trazia ainda a recomendação do uso da máscara e higienização das mãos com água e sabão ou álcool gel.

    Leia também
    Em ofício que acompanha a resposta da LAI, a Secom esclareceu que, do valor total, R$987,2 mil foram destinados à produção das peças - filmes para TV, spot para rádio, vídeos e banners para internet e peças para mídia exterior - enquanto o valor restante (R$ 18,9 milhões) foi destinado à veiculação e divulgação do material produzido. Não há detalhamento dos gastos com ações de marketing de influência.

    Uma das peças de TV veiculadas em outubro focava na hashtag "NãoEspere", presente no texto-guia entregue aos influenciadores. As ações foram pensadas no bojo da campanha anunciada pela pasta no fim de setembro de 2020 para estimular o cuidado precoce.

    "Tratamento precoce" X "atendimento precoce"
    Nem o briefing da ação, nem as postagens dos influenciadores contratados traziam menção ao "tratamento precoce" para Covid-19 com uso de medicamentos como cloroquina e ivermectina . Porém, na própria campanha oficial sobre "atendimento precoce" veiculada nos sites do governo , os termos "atendimento" e "tratamento" se confundem.

    "O tratamento precoce comprovadamente aumenta as chances de recuperação e diminui a ocorrência de casos mais graves e, consequentemente, o número de internações", diz o release - que depois recomenda ações como as divulgadas pelos influenciadores: lavar as mãos, usar máscaras, entre outras.

    No dia 16 de janeiro , uma postagem do Ministério da Saúde no Twitter foi marcada como "publicação de informações enganosas e potencialmente prejudiciais relacionadas à COVID-19" por mandar os cidadãos que tivessem sintomas buscar uma UBS e solicitar o "tratamento precoce".

    A confusão entre os termos esteve presente, também, no discurso do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. No dia 18 de janeiro deste ano, ele negou ter recomendado "tratamento precoce" à população, afirmando que o que era recomendado pelo Ministério era o "atendimento precoce" - o que não é verdade.

    Um ofício enviado pelo Ministério da Saúde à Secretaria de Saúde de Manaus em 7 de janeiro - na semana em que os influenciadores faziam suas postagens no Instagram - previa uma visita de técnicos do Ministério para difundir e aprovar "o tratamento precoce como forma de diminuir os internamentos e óbitos decorrentes da doença" e ressaltava "a comprovação científica sobre o papel das medicações antivirais orientadas pelo Ministério da Saúde".

    Ainda enquanto ministro interino, Pazuello assinou um protocolo do Ministério da Saúde que permite o uso da cloroquina para a Covid-19. O protocolo é usado por diversos governos municipais para distribuir o medicamento a seus cidadãos, conforme denunciou a Agência Pública no ano passado .

    Em outubro do ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia publicado um estudo que demonstrava a ineficácia de diversos medicamentos, incluindo muitos do "tratamento precoce" brasileiro, contra a Covid-19. Durante a reunião que aprovou o uso emergencial das vacinas Coronavac e de Oxford, em janeiro deste ano, técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçaram a inexistência de tratamento precoce para o coronavírus.

    Mais recentemente, em fevereiro, uma pesquisa no Amazonas comprovou o efeito contrário: pacientes que tomaram remédios do "tratamento precoce" para evitar ou tratar sintomas iniciais da Covid-19 tiveram maiores taxas de infecção que aqueles que não tomaram nada.

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    Paralelamente à ação com influenciadores liderada pela Secom, o Ministério da Saúde lançou a plataforma "TrateCov", que recomendava cloroquina até para bebês. O Conselho Federal de Medicina pediu , em nota, que o aplicativo fosse removido "imediatamente" pelo Ministério. O aplicativo saiu do ar em 20 de janeiro, menos de uma semana depois de seu lançamento.

    "Tratamento precoce não existe. A gente não tem ainda nenhum medicamento comprovado que possa diminuir esses sintomas [de covid-19]", afirma a epidemiologista Ethel Maciel. Ela explicou que atendimento precoce e tratamento precoce são coisas diferentes. "O atendimento precoce seria a pessoa procurar o sistema de saúde nos primeiros sinais de sintomas". Mas criticou a campanha realizada pelo Ministério, considerando a superlotação das unidades de saúde e a falta de coordenação.

    "Não adianta você fazer um chamamento para as unidades que já estão lotadas se não tiver um plano de ampliação desses locais", disse.

    Secom diz que não mantém ata de reunião sobre influenciadores
    No dia 15 de janeiro de 2021, a Secom realizou uma reunião cujo tópico era Influenciadores, segundo agenda do Coordenador-geral de Mídia, Luiz Antônio Oliveira Alves. A Agência Pública solicitou, por meio da LAI, a ata da reunião. Na resposta, a Secom afirmou que não é de praxe manter ata ou gravação de reuniões, por se tratar de assuntos internos e rotineiros, mas esclareceu que nesta reunião discutiu-se "questões envolvidas no emprego de influenciadores digitais como complemento aos esforços de mídia das ações de divulgação desta Secretaria."

    Já o Ministério da Saúde tem pagado influenciadores digitais para campanhas relacionadas à pandemia de coronavírus desde março de 2020. A primeira campanha com essa temática custou R$400 mil, para o pagamento de cinco influenciadores digitais, segundo documento obtido via LAI pela organização Fiquem Sabendo . As personalidades de Instagram Vovó de Seis (68 mil seguidores) e Vovó Janete (13 mil seguidores), que publicam conteúdos sobre família e bem-estar, receberam cachês de R$3 mil e R$1 mil, respectivamente, assim como os youtubers NerdShow e Professor Paulo Jubilut, que juntos somam mais de 1,8 milhão de inscritos em seus canais.

    No briefing , os influenciadores foram orientados a falar sobre cuidados básicos como lavar as mãos, uso de álcool gel e tossir nos cotovelos. Isolamento e distanciamento social não foram mencionados como estratégias de prevenção da doença.

    Janete Stapf, a Vovó Janete , contou à Pública ter sido procurada pela agência TubeLab, a qual mediou seu contato com o MS. Foi instruída a publicar três vídeos curtos em seus stories, além de um post no seu feed do Instagram, que lhe renderam R$1 mil. "Tudo que publico é visualizado muito rapidamente. E eu sempre respondo, nem que seja só com um coração", ela explica.

    Janete conta que as instruções da campanha foram enviadas por WhatsApp pela representante da agência que a contatou. "Na época, me pediram para focar no ato de lavar as mãos. Não falaram de máscaras, por exemplo", lembra. Foi Janete quem enviou os resultados dos seus posts e o engajamento gerado para a agência.

    Em maio de 2020, uma campanha propagandeava o TeleSUS, plataforma de medicina remota do Ministério da Saúde. A campanha custou R$500 mil e pagou cinco influenciadores digitais, entre eles a ex-BBB Flávia Viana e a dupla sertaneja Henrique e Diego. Viana recebeu R$10 mil, Henrique e Diego receberam R$3 mil, o youtuber Igão recebeu R$6 mil e Nanda Caroll e Camila Loures receberam R$5 mil e R$7,5 mil, respectivamente.

    O descritivo da campanha sobre o TeleSUS diz que a estratégia consistia em informar sobre o coronavírus e difundir métodos de prevenção.


    Em maio de 2020, o youtuber Igão foi um dos contratados pela Secom para campanha sobre o TeleSUS
    Outra campanha, veiculada em julho e que também custou R$400 mil, foi dedicada ao desenvolvimento infantil e envolveu a contratação de outras cinco influenciadoras - todas elas mães. No descritivo da campanha, a agência R2 Produções e Eventos detalhou que o objetivo era apresentar "estratégias e meios de estimular o desenvolvimento de nossas crianças durante a pandemia (COVID-19)"


    Publicação no Instagram da influenciadora Priscila Brenner
    O processo de contratação de influenciadores envolve agências licitadas pelo Executivo, como Artplan, Calia e NBS, que fazem a intermediação. As três seguem ganhando licitações anuais do governo desde, pelo menos, 2017 . Em agosto de 2020, a Secom renovou novamente a licitação das empresas por mais 12 meses. A Artplan, cliente da empresa de marketing do antigo chefe da Secom, Fabio Wajngarten, recebeu o maior número de verbas publicitárias em 2019 .

    Entre janeiro de 2019 e dezembro de 2020, foram investidos mais de R$10 milhões em marketing de influência apenas pelo Ministério da Saúde, incluindo campanhas de combate à tuberculose, de doação de sangue, de prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e de vacinação contra o sarampo.

    Em 2020, apenas 27% do total gasto no ano - R$4,8 milhões - foi para ações relacionadas à pandemia de coronavírus.


    Erramos: o título dessa matéria dizia "tratamento precoce" quando deveria estar "atendimento precoce". Pedimos desculpas e informamos que o texto já foi atualizado.

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  • espanhol

    Coronavírus (COVID-19) Tudo sobre a pandemia. Discuta aqui:

    Operadora
    Postado em: 31/03/2021 às 21:24
    Autor: espanhol Offline

    Em 31/03/2021, josecr escreveu:

    Governo Bolsonaro pagou influenciadores por propaganda de "atendimento precoce"
    Secretaria de Comunicação e Ministério da Saúde gastaram mais de R$ 1,3 milhão em ações de marketing com influenciadores digitais sobre a pandemia; pagamento por propaganda era de R$ 23 mil
    Por Agência Pública | | Texto: Giovana Fleck, Laís Martins | Infográficos: Larissa Fernandes | 31/03/2021 12:37

    Agência Pública

    Influenciadores digitais receberam R$ 23 mil do governo Bolsonaro para propagandear "atendimento precoce" contra Covid-19
    Texto: Giovana Fleck, Laís Martins | Infográficos: Larissa Fernandes
    Influenciadores digitais receberam R$ 23 mil do governo Bolsonaro para propagandear "atendimento precoce" contra Covid-19
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    Mais de R$1,3 milhão dos cofres do governo federal foram utilizados para pagar ações de marketing com influenciadores sobre a Covid-19 . O valor foi investido pelo Ministério da Saúde e pela Secretaria de Comunicação (Secom) e inclui R$85,9 mil destinados ao cachê de 19 "famosos" contratados para divulgar estas campanhas em suas redes sociais.

    Em janeiro deste ano, a Secom contratou quatro influenciadores, que receberam um montante de R$23 mil para falar sobre "atendimento precoce". A verba saiu de um investimento total de R$19,9 milhões da campanha publicitária denominada Cuidados Precoce COVID-19.

    A ex-BBB Flávia Viana recebeu, sozinha, R$11,5 mil, segundo os documentos obtidos.

    No roteiro da ação, obtido pela Agência Pública através de um pedido via Lei de Acesso à Informação (LAI), a Secom orientava a ex-BBB Viana e os influenciadores João Zoli (747 mil seguidores), Jéssika Taynara (309 mil seguidores) e Pam Puertas (151 mil seguidores) a fazer um post no feed e seis stories - todos no Instagram - dizendo para os seguidores que, caso sentissem sintomas da Covid, era "importante que você procure imediatamente um médico e solicite um atendimento precoce".

    Viana, que fez o seu post em 14 de janeiro, enquanto Manaus vivia o auge do colapso na rede hospitalar, recebeu quase 33 mil likes. Pam Puertas e Jessika Taynara fizeram seus posts nos dias 12 e 13 de janeiro, respectivamente, e a reportagem não encontrou no feed de João Zoli a postagem publicitária. A Agência Pública entrou em contato com os quatro influenciadores, porém não recebeu resposta até o fechamento desta reportagem.


    De acordo com os documentos obtidos pela Pública, a ex-BBB Flávia Viana recebeu R$11,5 para ação de marketing Cuidados Precoce COVID-19
    No texto-guia, ou briefing , desta ação, os quatro influenciadores foram orientados a posar de maneiras diferentes, alguns com a máscara no rosto e álcool gel na mão, outros lavando a mão. O texto pelo qual os influenciadores deveriam se guiar para fazer seus posts dizia: "Hoje quero falar de um assunto importante, quero reforçar algumas formas de se prevenir do coronavírus. Vamos nos informar e buscar orientações em fontes confiáveis. Não vamos dar espaços para fake news. Com saúde não se brinca. Fiquem atentos! E se identificar algum sintoma como dor de cabeça, febre, tosse, cansaço, perda de olfato ou paladar, #NãoEspere, procure um médico e solicite um atendimento precoce". O texto trazia ainda a recomendação do uso da máscara e higienização das mãos com água e sabão ou álcool gel.

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    Em ofício que acompanha a resposta da LAI, a Secom esclareceu que, do valor total, R$987,2 mil foram destinados à produção das peças - filmes para TV, spot para rádio, vídeos e banners para internet e peças para mídia exterior - enquanto o valor restante (R$ 18,9 milhões) foi destinado à veiculação e divulgação do material produzido. Não há detalhamento dos gastos com ações de marketing de influência.

    Uma das peças de TV veiculadas em outubro focava na hashtag "NãoEspere", presente no texto-guia entregue aos influenciadores. As ações foram pensadas no bojo da campanha anunciada pela pasta no fim de setembro de 2020 para estimular o cuidado precoce.

    "Tratamento precoce" X "atendimento precoce"
    Nem o briefing da ação, nem as postagens dos influenciadores contratados traziam menção ao "tratamento precoce" para Covid-19 com uso de medicamentos como cloroquina e ivermectina . Porém, na própria campanha oficial sobre "atendimento precoce" veiculada nos sites do governo , os termos "atendimento" e "tratamento" se confundem.

    "O tratamento precoce comprovadamente aumenta as chances de recuperação e diminui a ocorrência de casos mais graves e, consequentemente, o número de internações", diz o release - que depois recomenda ações como as divulgadas pelos influenciadores: lavar as mãos, usar máscaras, entre outras.

    No dia 16 de janeiro , uma postagem do Ministério da Saúde no Twitter foi marcada como "publicação de informações enganosas e potencialmente prejudiciais relacionadas à COVID-19" por mandar os cidadãos que tivessem sintomas buscar uma UBS e solicitar o "tratamento precoce".

    A confusão entre os termos esteve presente, também, no discurso do ex-ministro da Saúde, Eduardo Pazuello. No dia 18 de janeiro deste ano, ele negou ter recomendado "tratamento precoce" à população, afirmando que o que era recomendado pelo Ministério era o "atendimento precoce" - o que não é verdade.

    Um ofício enviado pelo Ministério da Saúde à Secretaria de Saúde de Manaus em 7 de janeiro - na semana em que os influenciadores faziam suas postagens no Instagram - previa uma visita de técnicos do Ministério para difundir e aprovar "o tratamento precoce como forma de diminuir os internamentos e óbitos decorrentes da doença" e ressaltava "a comprovação científica sobre o papel das medicações antivirais orientadas pelo Ministério da Saúde".

    Ainda enquanto ministro interino, Pazuello assinou um protocolo do Ministério da Saúde que permite o uso da cloroquina para a Covid-19. O protocolo é usado por diversos governos municipais para distribuir o medicamento a seus cidadãos, conforme denunciou a Agência Pública no ano passado .

    Em outubro do ano passado, a Organização Mundial da Saúde (OMS) já havia publicado um estudo que demonstrava a ineficácia de diversos medicamentos, incluindo muitos do "tratamento precoce" brasileiro, contra a Covid-19. Durante a reunião que aprovou o uso emergencial das vacinas Coronavac e de Oxford, em janeiro deste ano, técnicos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reforçaram a inexistência de tratamento precoce para o coronavírus.

    Mais recentemente, em fevereiro, uma pesquisa no Amazonas comprovou o efeito contrário: pacientes que tomaram remédios do "tratamento precoce" para evitar ou tratar sintomas iniciais da Covid-19 tiveram maiores taxas de infecção que aqueles que não tomaram nada.

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    Paralelamente à ação com influenciadores liderada pela Secom, o Ministério da Saúde lançou a plataforma "TrateCov", que recomendava cloroquina até para bebês. O Conselho Federal de Medicina pediu , em nota, que o aplicativo fosse removido "imediatamente" pelo Ministério. O aplicativo saiu do ar em 20 de janeiro, menos de uma semana depois de seu lançamento.

    "Tratamento precoce não existe. A gente não tem ainda nenhum medicamento comprovado que possa diminuir esses sintomas [de covid-19]", afirma a epidemiologista Ethel Maciel. Ela explicou que atendimento precoce e tratamento precoce são coisas diferentes. "O atendimento precoce seria a pessoa procurar o sistema de saúde nos primeiros sinais de sintomas". Mas criticou a campanha realizada pelo Ministério, considerando a superlotação das unidades de saúde e a falta de coordenação.

    "Não adianta você fazer um chamamento para as unidades que já estão lotadas se não tiver um plano de ampliação desses locais", disse.

    Secom diz que não mantém ata de reunião sobre influenciadores
    No dia 15 de janeiro de 2021, a Secom realizou uma reunião cujo tópico era Influenciadores, segundo agenda do Coordenador-geral de Mídia, Luiz Antônio Oliveira Alves. A Agência Pública solicitou, por meio da LAI, a ata da reunião. Na resposta, a Secom afirmou que não é de praxe manter ata ou gravação de reuniões, por se tratar de assuntos internos e rotineiros, mas esclareceu que nesta reunião discutiu-se "questões envolvidas no emprego de influenciadores digitais como complemento aos esforços de mídia das ações de divulgação desta Secretaria."

    Já o Ministério da Saúde tem pagado influenciadores digitais para campanhas relacionadas à pandemia de coronavírus desde março de 2020. A primeira campanha com essa temática custou R$400 mil, para o pagamento de cinco influenciadores digitais, segundo documento obtido via LAI pela organização Fiquem Sabendo . As personalidades de Instagram Vovó de Seis (68 mil seguidores) e Vovó Janete (13 mil seguidores), que publicam conteúdos sobre família e bem-estar, receberam cachês de R$3 mil e R$1 mil, respectivamente, assim como os youtubers NerdShow e Professor Paulo Jubilut, que juntos somam mais de 1,8 milhão de inscritos em seus canais.

    No briefing , os influenciadores foram orientados a falar sobre cuidados básicos como lavar as mãos, uso de álcool gel e tossir nos cotovelos. Isolamento e distanciamento social não foram mencionados como estratégias de prevenção da doença.

    Janete Stapf, a Vovó Janete , contou à Pública ter sido procurada pela agência TubeLab, a qual mediou seu contato com o MS. Foi instruída a publicar três vídeos curtos em seus stories, além de um post no seu feed do Instagram, que lhe renderam R$1 mil. "Tudo que publico é visualizado muito rapidamente. E eu sempre respondo, nem que seja só com um coração", ela explica.

    Janete conta que as instruções da campanha foram enviadas por WhatsApp pela representante da agência que a contatou. "Na época, me pediram para focar no ato de lavar as mãos. Não falaram de máscaras, por exemplo", lembra. Foi Janete quem enviou os resultados dos seus posts e o engajamento gerado para a agência.

    Em maio de 2020, uma campanha propagandeava o TeleSUS, plataforma de medicina remota do Ministério da Saúde. A campanha custou R$500 mil e pagou cinco influenciadores digitais, entre eles a ex-BBB Flávia Viana e a dupla sertaneja Henrique e Diego. Viana recebeu R$10 mil, Henrique e Diego receberam R$3 mil, o youtuber Igão recebeu R$6 mil e Nanda Caroll e Camila Loures receberam R$5 mil e R$7,5 mil, respectivamente.

    O descritivo da campanha sobre o TeleSUS diz que a estratégia consistia em informar sobre o coronavírus e difundir métodos de prevenção.


    Em maio de 2020, o youtuber Igão foi um dos contratados pela Secom para campanha sobre o TeleSUS
    Outra campanha, veiculada em julho e que também custou R$400 mil, foi dedicada ao desenvolvimento infantil e envolveu a contratação de outras cinco influenciadoras - todas elas mães. No descritivo da campanha, a agência R2 Produções e Eventos detalhou que o objetivo era apresentar "estratégias e meios de estimular o desenvolvimento de nossas crianças durante a pandemia (COVID-19)"


    Publicação no Instagram da influenciadora Priscila Brenner
    O processo de contratação de influenciadores envolve agências licitadas pelo Executivo, como Artplan, Calia e NBS, que fazem a intermediação. As três seguem ganhando licitações anuais do governo desde, pelo menos, 2017 . Em agosto de 2020, a Secom renovou novamente a licitação das empresas por mais 12 meses. A Artplan, cliente da empresa de marketing do antigo chefe da Secom, Fabio Wajngarten, recebeu o maior número de verbas publicitárias em 2019 .

    Entre janeiro de 2019 e dezembro de 2020, foram investidos mais de R$10 milhões em marketing de influência apenas pelo Ministério da Saúde, incluindo campanhas de combate à tuberculose, de doação de sangue, de prevenção das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e de vacinação contra o sarampo.

    Em 2020, apenas 27% do total gasto no ano - R$4,8 milhões - foi para ações relacionadas à pandemia de coronavírus.


    Erramos: o título dessa matéria dizia "tratamento precoce" quando deveria estar "atendimento precoce". Pedimos desculpas e informamos que o texto já foi atualizado.

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    O que? Marina Rui Barbosa sai com deputado desde quando era casada? E o Neto detona Piquet por criticar a Globo?

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    Coronavírus (COVID-19) Tudo sobre a pandemia. Discuta aqui:

    Operadora
    Postado em: 03/04/2021 às 20:32
    Autor: r2reis Offline

    Morre o cantor Agnaldo Timóteo, aos 84 anos, de complicações da Covid-19
    Grande nome da música romântica nacional, ele estava internado em hospital da Barra
    O Globo
    03/04/2021 - 15:48 / Atualizado em 03/04/2021 - 18:49
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    RIO - Após ser internado no Hospital Casa São Bernardo, na Barra, no dia 17 de março, o cantor e compositor Agnaldo Timóteo morreu na manhã deste sábado, por volta das 10h45, em decorrência de complicações relacionadas à Covid-19, aos 84 anos.

    "Temos a convicção de que Timóteo deu o seu melhor para vencer essa batalha e a venceu! Agnaldo Timóteo viverá eternamente em nossos corações", anunciou a família, em nota.

    Timóteo tomou a vacina contra o novo coronavírus, mas os médicos acreditam que ele foi infectado no intervalo de tempo entre a primeira e a segunda dose. A família confirmou à GloboNews que ele foi internado três dias depois de tomar a segunda dose. Timóteo chegou a deixar a UTI na sexta-feira (19), mas não resistiu à infecção. Famosos lamentaram a sua partida.

    Clique aqui

  • jailsonrf

    Coronavírus (COVID-19) Tudo sobre a pandemia. Discuta aqui:

    Operadora
    Postado em: 05/04/2021 às 12:57
    Autor: jailsonrf Offline

    Em 01/03/2021, jimenes escreveu:

    Em 27/02/2021, aapc01 escreveu:

    interessante

    utilização da rede UTI SUS desde 2009

    se eu entendi bem... bom deixa para lá

    espero que os números sejam reais.


    Clique aqui


    Hummm, bem estranho.


    Em anos anteriores haviam menos UTIs e dava conta, o problema é que hoje com a Covid, precisou abrir mais leitos de UTIs e mesmo assim eles se esgotam rápido e precisa-se abrir mais leitos.

  • Avatar

    Coronavírus (COVID-19) Tudo sobre a pandemia. Discuta aqui:

    Operadora
    Postado em: 09/04/2021 às 19:57
    Autor: r2reis Offline

    Efeitos da cloroquina


    Documento enviado ao Supremo Tribunal Federal assinado pela Confederação Nacional dos Trabalhadores na Saúde denuncia "o aumento o número de casos de pacientes diagnosticados com a Covid-19 que acreditaram no tratamento precoce ou kit Covid defendido pelo presidente Jair Bolsonaro, e, como consequência, têm ido para a fila de transplante de fígado por desenvolver intoxicação chamada hepatite medicamentosa".

    Clique aqui

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